quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Jeitinho Brasileiro


Começarei com um ditado referente ao tema desta postagem:

“Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”

O que é o chamado "jeitinho brasileiro"? Pode ser a adaptação do brasileiro a situações adversas, a sua criatividade para achar soluções, a trapassa, uma forma de burlar as regras para conseguir o que se quer, enfim, há muitas definições para esta expressão. Mas qual é o impacto que isso traz na sociedade? Antes de responder a esta pergunta, farei uso da história do Brasil.

Nosso país nunca foi uma nação organizada: Desde a época das capitanias hereditárias até hoje, há diferenças e bagunça na sociedade brasileira. O Brasil não é um país homogêneo: pessoas de muitas raças, crenças, classes sociais, times, sotaques, costumes, etc vivem aqui, e como resultado disso, alguns são mais favorecidos do que outros. A parcela não favorecida geralmente sofre para "subir na vida" e ter seus direitos garantidos, enquanto a parte mais abastada os consegue com mais facilidade. Geralmente, o menos favorecido ou se revolta com a situação, ou se utiliza de meios ilícitos(ou não) para alcançar seus objetivos.

Não estou dizendo que só o "povão" usa o "jeitinho brasileiro", mas sim, que o jeitinho brasileiro iniciou-se com uma parcela menos favorecida. É claro que muitos ricos também usam o "jeitinho brasileiro", já muitos preferem seguir o caminho "mais fácil" a seguir o "correto". Isso mostra uma inversão dos valores da ética: o "certo" passa a ser algo não obrigatório, e o "errado" torna-se cada vez mais comum. Respondendo a pergunta do início da postagem: o impacto é que o "jeitinho brasileiro" vira algo cultural, que gera identificação entre pessoas. Mas também há impactos fora do Brasil: nosso país passa a ser conhecido como lugar de malandros, e é mal visto por outros países.

OBS: Existem estudos sociológicos que mostram o lado positivo e o negativo do "jeitinho brasileiro". Eu analisei os aspectos negativos do "jeitinho brasileiro", já que para mim, não há nada de positivo nisso. Essa é a minha opinião, eu não tirei o que escrevi de lugar nenhum.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Música antes, música agora


Atualmente, centenas de canções são lançadas a cada semana por muitos grupos falando de coisas diferentes. Mas algo que percebo é que cada vez menos ouve-se nas rádios músicas que fazem críticas. Antigamente muitas músicas eram censuradas por causa da ditadura militar, mas de qualquer forma elas eram feitas, mesmo que fossem críticas sutis. Hoje não existe mais censura (graças a Deus), ficou muito mais fácil de dizer o que se pensa, porém parece que todos se conformaram; que a vontade de protestar, reclamar, acabou. A música conta a história de um povo, retrata o momento vivido. Nos anos 80, ouvia-se nas rádios "Que país é este", "Polícia", "Alagados", "Inútil" e outras músicas criticando a sociedade brasileira da época, que não era muito de se orgulhar. E agora não é tão diferente: muitas coisas mudaram em relação àquela época, mas o Brasil ainda não é um país perfeito. Há muito o que criticar, escândalos para apontar, todavia, as músicas que passam nas rádios hoje em dia são músicas que falam praticamente só de relacionamentos amorosos, curtir a balada, e o que falam essas bandas emos de hoje (que eu não entendo qual é a deles com aqueles penteados ridículos, e óculos coloridos).

Na ditadura quem falava o que não devia era exilado! Agora fala-se o que se quer e nada acontece, o povo dá é valor pra essas músicas porcarias que fazem sucesso: "Rebolation", "Na base do beijo" são exemplos dessas músicas sem sentido que tocam e fazem sucesso. Acho que vale mais a pena para as empresas fonográficas venderem músicas que não falem mal do país, que "tenham a ver" com os jovens, afinal, são eles que mais escutam rádio, compram CDs, e serão a base da sociedade no futuro. Talvez passando a imagem de que a vida é boa, eles se acomodem, e aceitem as "normas do capitalismo", que são: Comprar, ir na onda, não querer mudar a situação atual, querer ser igual aos outros. Ou talvez não, pode ser só uma fase, com novos estilos sendo criados, novas modas sendo ditadas, simplesmente isso.

Outra coisa a atentar é que cada vez mais bandas internacionais vão invadindo os Mps sei lá o quê dos brasileiros. Eu não escuto muito rádio, mas pelo o que sei, as músicas que geralmente são as mais pedidas são as de Justin Bieber, Lady Gaga, Rihanna, Eminem, Taylor Swift, etc. Claro que há muitos artistas nacionais fazendo sucesso agora: Luan Santana, Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba, Restart, etc. Mas o que quero mostrar é que nos anos 70, 80 e 90, a grande maioria das músicas que faziam sucesso eram as brasileiras. Não que nós estejamos perdendo nossa identidade cultural nem, nada, só uma observação feita por mim. Só pra constar: Eu tenho um gosto musical mais pro Rock, Punk e de músicas brasileiras, então a visão que eu tenho é essa. Se você gosta de outros estilos musicais, sinta-se à vontade para tirar suas próprias conclusões do que eu disse. Ok?

Até mais e obrigado pelos peixes.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Patriotismo e Nacionalismo


Depois de um grande hiato, estou de volta com as postagens. Hoje falarei de algo bem interessante: o amor que temos (ou não) à nossa pátria, conhecido como Patriotismo. Algo que deve-se saber é que patriotismo não é a mesma coisa que nacionalismo: nacionalismo é uma ideologia que prega a identificação do indivíduo com sua nação, o sentimento de pertinência a um país, que leva as pessoas a serem patriotas. E patriotismo é um sentimeno de devoção ao lugar de origem de cada um.
Segundo a Wikipedia, através de atitudes de devoção para com a sua pátria, é possível identificar um patriota. Ainda segundo a Wikipedia (popularmente conhecida como a mãe dos burros), há diferentes maneiras de demostrar patriotismo:
* Patriotismo nos esportes: O orgulho que sentimos quando nossa nação é representada por atletas em competições.
* Patriotismo na cultura : A empáfia sentida por alguns em relação a grandes compositores, poetas e cantores, famosos no mundo inteiro, que exaltam e espalham os encantos da terra-natal.
* Patriotismo na guerra : Pessoas que vão, oferecem-se para ir, ou simplesmente torcem pelo triunfo de seu país na guerra.
* E outros tipos de devoção/orgulho.
Mas acho que torcer pela nossa pátria em eventos esportivos é muito fácil. Em que outro momento dizemos que somos brasileiros com muito orgulho e amor? Quando o Brasil é campeão de algo, todos andam com a camisa da seleção, todo mundo diz que é brasileiro, até quem não é. Porém quando o Brasil não ganha nada, ou sai uma notícia no mundo inteiro mostrando a fome, as desigualdades, os escândalos políticos no país verde-amarelo, os brasileiros se escondem. Nos Estados Unidos é comum ver nas casas dos americanos bandeiras hasteadas nos telhados ou na frente das casas. Aqui, a gente só vê bandeira brasileira nas casas em época de copa do mundo.
E patriotismo na guerra é algo louvável, em minha opinião, desde que não seja cego. Suponha, caro leitor, que o Brasil entre em uma guerra amanhã contra a Colômbia por um novo minério descoberto, e que os outros países da América do Sul se unissem contra o Brasil. Muitos iriam para a guerra, mas por obrigação. Claro que vários iriam também por orgulho e para defender o Brasil, mas por que se arriscar por um país que pouco fez por você, que te encheu de impostos, que decepcionou e envergonhou você em muitas ocasiões? Queria ver alguém dizer "Vou pra guerra, aposto que podemos vencer" se a guerra fosse contra os EUA.
Não estou desencorajando ninguém. Nem estou pondo ideias contra o exército. Mas deixo a pergunta: você é daqueles que canta "Que país é esse? É a p**** do Brasil" ou prefere cantar "Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor" ???
Até a próxima postagem

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dunga Burro, será?


O Pânico na TV tem usado muito uma nova vinheta: Garotos de Soweto, cidade pobre da África do Sul, dizendo "Dunga Burro". Mas será que o Dunga é tão burro como dizem? Eu acho que não. Esse cara foi um bom técnico até a copa do mundo. Conquistou Copa América, Copa das Cofederações, e fez o Brasil se classificar em 1º nas eliminatórias para a Copa. São grandes feitos. Mas quando chegou a Copa do Mundo, ele virou burro, chato, desbocado, e outras coisas mais. Na minha opinião ele fez um bom trabalho na seleção. Em 2006 o Parreira convocou um time cheio de estrelas: Ronaldino, Ronaldo Fenômeno, Adriano. Eles não mostraram muita dedicação e o Brasil foi eliminado pela França em um jogo que não gosto de lembrar. Logo o nome Dunga foi anunciado.
Uma aposta da CBF que deu certo até a Copa, mais precisamente até 02/07/10, quando a nossa querida seleção canarinho perdeu para a Holanda. Como a maioria dos brasileiros acha, penso que Dunga errou na convocação. Mas gostei do fato de ele não ter chamado o Adriano e o Ronaldinho Gaúcho. Ele mostou que para jogar na Seleção é necessário dedicação, e não-estrelismo. Isso foi bom. Acho que até o jogo contra a Laranja Mecânica, a campanha da nossa seleção na Copa era boa. Mas como em 2006, um jogador só acabou com o sonho do hexa. Em 2006 foi Roberto Carlos. Em 2010 foi Felipe Melo. Este último tem o orgulho de dizer que foi eleito o pior jogador da europa na temporada 2008/2009, e que joga na Juventus. Ele sempre foi um jogador cabeça quente e teve o costume de fazer faltas duras e levar cartões vermelhos na Itália. E mesmo assim, Dunga convocou Felipe Melo. E convocou Josué e Kleberson, jogadores que foram convocados para fazerem nada. Se fosse assim, poderia ter convocado Neymar e Ganso. Eles não fariam nada, mas ganhariam experiência para a próxima Copa.
Mas acho que ele fez o que pôde, e se eu fosse ele só teria me arrependido de não ter chamado Neymar, Ganso, e de ter chamado Felipe Melo. Pode parecer maluquice, mas acho que essa copa está armada para a Holanda ser campeã. Veja só. Nos primórdios da história da África do Sul, holandeses colonizaram este país, perdendo depois esta terra para os Ingleses. A maior parte dos brancos desse país é descendente de holandeses. As maiores ONGs na África do Sul são holandesas. A maior parte do capital estrangeiro que entra nesse país tem porcedência holandesa. E o mais importante: O Brasil é pentacampeão mundial. Se a nossa seleção conquistasse o Hexa na África do Sul, logicamente só faltaria um título em casa. O futebol não teria mais graça se o Brasil fosse Heptacampeão. A diferença seria abissal entre nós e outros países europeus. Então acho que a FIFA mandou a CBF escolher: ser hexa na África e perder novamente no Brasil, ou perder na África e ser hexa no Brasil.
E mesmo que no domingo a Espanha vença a Holanda, ainda acredito nessa minha teoria. Ela pode parecer louca, mas dá pra ver que futebol está virando business. Não estou defendendo o Dunga, só dizendo que quando você tem a Globo contra você, todos passam a te odiar. Mas acredito que a taça será nossa em 2014.
Até mais, e obrigado pelos peixes

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O país da copa


No ano de 2010 a Copa do Mundo tem como país sede a África do Sul, como todos sabem. Todos devem também saber que este é o país mais rico do continente africano, e também por isso foi escolhido a sede desta competição. Mas a copa faz com que todos os problemas do país sejam esquecidos. Como diz o slogan da ESPN: "Nada mais importa". E é isso que a copa faz. Não só a copa. Todos os eventos esportivos de grande repercussão "direcionam os holofotes" para onde mais se quer: os campos.
Apesar desse slogan que não me agrada, a ESPN fez algo que o Sportv não fez: mostrou programas que mostraram como é o país africano. Cerca de um quarto da população do país está desempregada e vive com menos de US$ 1,25 por dia. Você sabia disso?Só assistindo os jogos você não saberia disso. Aí você pensa: "Esse país é muito pobre". Mas o PIB da África do Sul é de US$ 467,95 bilhões. E dividindo o PIB pela população, temos um PIB per capita de US$ 10.600. O que não é pouco. O presidente da África do Sul sempre aparece sorrindo para a imprensa, enquanto parte do povo daquele país não tem motivos para sorrir. Falta dinheiro para muitos. Mas não faltou dinheiro para construir os estádios da Copa.
Contudo, os investimentos para a copa não serão em vão. Os efeitos da copa serão sentidos a curto prazo: mais empregos, o futebol será mais valorizado, o turismo lá ganhará mais importância. Mas e quando a Copa acabar? Será que a longo prazo as coisas mudarão? Haverá educação para todos? A saúde vai melhorar? Diminuirá o desemprego? Será que dez anos após a Copa do Mundo de 2010, a África do Sul será a mesma? Acho que não, mas o país da copa não deve ser esquecido como o Haiti foi. Porque o terremoto no Haiti foi notícia durante algumas semanas. Quando passou a ser notícia repetida, aquele país foi esquecido. Espero que a Copa do mundo tenha um impacto positivo na África do Sul, que se mantenha com os anos.
Até a próxima postagem